27 maio 2007

VOU ADERIR À GREVE

Na qualidade de militante do Partido Social Democrata, sugeri aos TSD - Trabalhadores Social- Democratas que aderissem à Greve convocada pela CGTP para o próximo dia 30 de Maio .
No mesmo dia e também por e-mail incitei o Presidente do PSD a encetar negociações com a CGTP quanto a uma eventual adesão à greve de 4ª feira .
Do Dr. Marques Mendes não recebi qualquer resposta situação a que já me habituei .
A sua grande ocupação por certo não lhe permitirá responder às questões que lhe tenho formulado .
A resposta dos TSD não me convenceu .
A razão que invocaram para a não adesão à greve ( o ter sido « desencadeada pela Intersindical sem espírito de unidade » ) é literalmente cilindrada pelas « muitas e fortes razões para os trabalhadores portugueses protestarem quanto ao rumo que o País está a seguir e aos sacrifícios brutais que o governo lhe está a impor » a que aludem no comunicado que me enviaram datado de 22.05.2007 .
Assim VOU ADERIR À GREVE e incentivo todos os Amigos e Companheiros do meu Partido a fazerem o mesmo , sejam quais forem as respectivas profissões .
Entendo que o Partido Social Democrata não se deve orientar por preconceitos relativamente às manifestações de rua em geral e às convocadas pela CGTP ou outra central sindical em particular, devendo sim analisar os fundamentos dessas manifestações e incentivar os seus militantes a nelas participar sempre que entender que são justas as razões invocadas para a sua realização, como é manifestamente o caso da greve geral de 30 de Maio .
E se vierem a ser elaboradas listas dos grevistas, então façam o favor de colocar o meu nome no primeiro lugar da lista negra .

O CASO FERNANDO CHARRUA

O Senhor Primeiro Ministro José Sócrates afirmou que « nem o Governo, nem alguma instituição deste país, deixará que alguém seja sancionado por uso do direito à liberdade de expressão » a propósito do alegado processo disciplinar instaurado ao Professor e ex-deputado do PSD Fernando Charrua pela Directora Regional de Educação do Norte .
Esqueceu-se porém das penas disciplinares que foram aplicadas pelo Ministério da Administração Interna do seu Governo aos 2 sindicalistas da PSP, António Cartaxo e António Ramos por terem afirmado respectivamente que o então Director da PSP, Mário Morgado « não interessa nem para mandar nos escuteiros » ( António Cartaxo ) e « que « Se o anterior 1º Ministro ( Durão Barroso ) foi para Bruxelas, mais depressa este ( José Sócrates ) vai para o Quénia » ( António Ramos ) .
No caso de António Ramos, a quem foi aplicada a pena de aposentação compulsiva, está pendente acção administrativa especial no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa e recurso no Tribunal Central Administrativo – Sul quanto à decisão que recusou a adopção de providência cautelar , pelo que o mesmo continua suspenso das suas funções .
Os casos de António Ramos e do Professor Fernando Charrua têm em comum o facto de o visado ser o Primeiro Ministro .
Ora o Primeiro Ministro não é superior hierárquico de qualquer dos 2 funcionários que por isso não estão obrigados ao dever de correcção consagrado pelo Estatuto Disciplinar dos Funcionários Públicos .
Esse dever existe para com superiores hierárquicos, companheiros de trabalho e utentes dos Serviços .
Assim e independentemente dos factos apurados ou a apurar e abstraindo até dos 2 casos concretos, será sempre ilegal qualquer sanção disciplinar aplicada a um funcionário público com fundamento na violação do dever de correcção perante o Primeiro Ministro se o funcionário visado não for seu subordinado hierárquico .
Contrariamente ao que a maioria das pessoas pensam o Governo não está hierarquizado, isto é, o Primeiro Ministro não é superior hierárquico dos Ministros , nem estes dos Secretários de Estado .
Os superiores hierárquicos dos funcionários em questão são :
No caso do agente António Ramos : O Director Nacional da PSP e o Ministro da Administração Interna .
No caso do Professor Fernando Charrua, a Directora Regional de Educação do Norte e a Ministra da Educação .

24 maio 2007

ENA TANTOS !!! OU SERÁ ... TÃO POUCOS ?

Ficámos a saber pela entrevista dada por António Reis, Grão Mestre do Grande Oriente Lusitano ( um dos ramos da Maçonaria portuguesa ) ao Diário de Notícias, publicada no sábado 19.05.2007, que eles são « Entre mil e dois mil » .
E pensava eu que eram uma multidão a avaliar pelo destaque que lhes tem sido dado pela comunicação social e pelos cargos que lhes têm sido distribuídos na administração pública .
Pela voz do Grão Mestre esses senhores da Maçonaria ( e agora as senhoras já que descobriram que elas também existem ) acham-se uma « elite de carácter moral e cívico » e consideram que « a condição de maçon pode originar perseguições, incompreensões e prejuízos da vida profissional » .
Estamos pois confrontados com o sobejamente conhecido fenómeno da vitimização .
Salazar encostou-os de facto à parede, mas isso já foi há mais de 4 décadas .
Se, hoje em dia, ser vítima é ser escolhido para altos cargos da administração pública então de facto os membros do Grande Oriente Lusitano têm sido massacrados .
Ainda não entendi porque é que este poço de virtudes que é a Maçonaria continua fechado e secreto em vez de se abrir para dar de beber a quem tem sede .
Ah, pois já estava a esquecer-me que a Maçonaria é uma sociedade elitista que procura preponderantemente « Profissionais liberais e universitários » .
Prosseguindo a estratégia de vitimização, António Reis termina a entrevista a atacar a Igreja Católica, afirmando que « durante séculos acabou por criar na sociedade uma imagem da Maçonaria completamente deformada, como se fosse uma seita apostada na conquista do poder por meios ilícitos » .
A Igreja Católica é uma instituição milenar que tem em Portugal milhões de crentes ( mais de 90 da população portuguesa é católica ), ou seja, um bocadinho mais do que os 1.000 a 2.000 filiados do Grande Oriente Lusitano e que tem uma obra social impar dirigida sobretudo para os que mais precisam .
Seria bom que em vez de atacarem a Igreja Católica com argumentos ancilosados, demonstrassem antes que conseguem fazer melhor em prol do auxílio social aos portugueses que dele carecem, já que tanto apregoam o altruismo .
E já agora lanço um repto ao Grão Mestre do Gol : afirme-se em termos práticos contra o compadrio e pela prevalência do critério de competência na selecção dos quadros da administração pública .
Tenha a coragem de denunciar os casos em que os seus correligionários procedam ou tenham procedido à preterição de candidatos mais competentes em prol dos filiados no Gol no acesso a cargos públicos .
Em suma : demonstre que é capaz de contribuir para a moralização no preenchimento dos quadros da administração pública .

22 maio 2007

A CADELA DE MOURINHO E A CO-INCINERAÇÃO

Já sabíamos que nas faculdades de jornalismo se ensina que não é notícia o cão que mordeu no Homem, mas sim o Homem que mordeu no cão .
Ficámos agora a saber que a chegada de uma cadela a Portugal também pode ser notícia .
Depois da Laika ter sido posta em órbita pelos soviéticos em 1957, passando assim a ser o primeiro ser vivo no espaço, eis que agora é notícia a Leya, cadela de José Mourinho que os jornalistas portugueses decidiram pôr nos píncaros da Lua .
E porquê ? Que fez ela de especial ?
Nada, que se saiba .
Tal aconteceu no mesmo dia em que o Tribunal Central Administrativo – Sul confirmou a suspensão da co-incineração de resíduos perigosos na Arrábida .
A estratégia da mediatização do banal e da banalização do fundamental, funcionou mais uma vez .
Transformou-se em trivial o que tem sido uma raridade em Portugal : adopção de providências cautelares contra as pretensões do Governo e em transcendental o que não passa de uma banalidade : uma cadela a viajar de avião ao colo da sua dona .
Sem dúvida que o dono da cadela é um Homem muito especial, desde logo porque Mourinho é também contra a co-incineração no Outão , mas nada justifica que se tenham escrito páginas inteiras acerca do romance construído à volta da cadela e apenas breves notícias sobre o anúncio público de uma decisão judicial que é de crucial importância para a saúde pública e para o meio ambiente .
As notícias publicadas pelos jornais Público e Diário de Coimbra são a excepção que confirma a regra .
Nem uma só câmara de televisão se dignou colher a opinião dos Presidentes das Câmaras de Setúbal, Sesimbra e Palmela que são personalidades relevantíssimas na Região e até a nível nacional ( recorde-se que em Setúbal se irá comemorar o próximo 10 de Junho ), que não é fácil fazer sentar à mesma mesa para uma conferência de Imprensa, dada a sua vida profissional profundamente absorvente e que vêm travando, até ao momento com sucesso, uma titânica batalha judicial contra o Governo .

As opiniões dos treinadores do Porto, Benfica e Sporting a dar palpites sobre o que vai acontecer no dia seguinte num jogo de futebol isso sim é que é importante para a Nação .
E se a decisão tivesse sido ao contrário, ou seja, se o Ministro do Ambiente ou a Secil tivessem ganho o recurso que apresentaram ?
Passaria também essa decisão despercebida aos portugueses ?
A imprensa desempenha, todos nós sabemos, um papel crucial na aculturação ou na estupidificação do nosso Povo .
O último jogo de futebol entre o Benfica e o Sporting preencheu, no dia seguinte, 23 páginas de um jornal desportivo deste País .
Para bom entendedor meia palavra basta .

11 maio 2007

CONTRA FACTOS NÃO HÁ ARGUMENTOS






Funchal
Janeiro de 2007








A vitória de Alberto João Jardim e do PSD- Madeira é o resultado da majestosa obra realizada pelo Governo Regional da Madeira nos últimos 30 anos .
A Madeira é hoje uma das Regiões turísticas mais apetecíveis de todo o mundo .
Os resultados eleitorais traduzem uma estrondosa subida do PSD e uma vertiginosa descida do PS e são também corolário da legítima contestação do povo madeirense à política de José Sócrates para a Região Autónoma da Madeira .
Em vez de aprender com a lição que lhe foi dada, o Governo apressou-se a vir afirmar, através do Ministro das Finanças que não iria alterar a Lei das Finanças Regionais,. demonstrando assim e mais uma vez a importância que atribui à vontade popular democraticamente expressa .
Nunca reconhecer os erros cometidos é uma das características do Primeiro Ministro José Sócrates, licenciado em engenharia civil, que se tem revelado um especialista em construção de bodes expiatórios .
Os juízes são os responsáveis pela morosidade processual, os professores pelo insucesso escolar, os polícias pela insegurança, os autarcas pelo deficit .
O Governo em nada erra e nenhuma responsabilidade tem pelo que de mal acontece neste País .
Encerram-se maternidades, centros de saúde, escolas, delegações regionais de agricultura . A seguir vêm os tribunais . Só falta mesmo encerrar o Governo .

21 janeiro 2006

A FORÇA CONCILIADORA DE CAVACO SILVA

ARTIGO DE OPINIÃO PUBLICADO NO JORNAL DA MADEIRA EM 18 DE JANEIRO DE 2006

As eleições para a Presidência da República têm um cunho eminentemente pessoal, pelo que devemos escolher a pessoa que julgamos ser a mais competente para o exercício do cargo.
A competência afere-se pelo “curriculum” do candidato, enquanto a escolha deverá assentar no respectivo manifesto eleitoral.
Habituei-me a avaliar os políticos pela sua obra: a obra é um dado objectivo, enquanto a imagem mediática pode não passar de uma mera ilusão.
Ao contrário do que o Partido Comunista e o respectivo candidato, Jerónimo de Sousa, vêm apregoando, o Professor Doutor Cavaco Silva governou durante 10 anos num clima de ampla e profunda concertação social, tendo deixado uma obra notável não só neste como nos demais domínios da governação.
A agitação vivida em determinado momento na Marinha Grande e na Ponte 25 de Abril, em Lisboa, são a excepção que confirma a regra.
É bom que os mais jovens tenham consciência desse facto para não se deixarem manipular por afirmações despudoradamente falsas.
Foram múltiplos os acordos de concertação social celebrados pelos Governos do Professor Cavaco Silva, dos quais destaco os de Julho de 1986, Fevereiro de 1987, Janeiro de 1988 e, principalmente, os de 19 de Dezembro de 1990 e 15 de Fevereiro de 1992.
O acordo de 1990 contemplou vários domínios, tais como o trabalho de menores, a redução para as 40 horas semanais de trabalho, a higiene, segurança e saúde no trabalho, tendo sido assinado pela UGT, pela Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e pelo Governo, tendo ficado de fora apenas a CIP — Confederação da Indústria Portuguesa e a Intersindical.
O de 1992 foi assinado por todos os parceiros sociais, com a excepção da Intersindical, que teimava em permanecer isolada.
Foram exercidas pressões sobre a UGT provenientes da Presidência da República no sentido de não assinar esses 2 acordos, o que foi considerado intolerável pelo Dr. Cavaco Silva, que denunciou tal situação nas Jornadas Parlamentares do PSD no Funchal em Março de 1992.
No momento em que o País atinge elevados índices de desemprego, sendo este o problema mais grave que afecta a sociedade portuguesa, a escolha do Presidente da República deverá incidir em quem, embora destituído de funções governativas, tenha demonstrado profunda sensibilidade e atenção a esta problemática e que possa contribuir para a pacificação da sociedade portuguesa.
O Professor Doutor Cavaco Silva tem vindo a manifestar a sua preocupação também quanto aos problemas que afectam a função pública, profundamente abalada por medidas lesivas dos direitos e expectativas legítimas que se foram consolidando na esfera jurídica dos funcionários públicos ao longo de décadas.
No discurso proferido na Universidade da Madeira, em 07.01.2006, o Professor Doutor Cavaco Silva comprometeu-se a lutar pela dignificação da função pública.
Incomoda o Partido Comunista que muitos dos seus militantes tenham dado o seu voto a Cavaco Silva quando conquistou a maioria absoluta em 1987 e 1991, conforme foi sublinhado então por empresas especializadas em sondagens e estudos de opinião que concluíram pela deslocação do voto do PCP para o PSD.
A candidatura apartidária do Professor Doutor Cavaco Silva vai recolher o voto de muitos socialistas e comunistas que irão assim expressar a sua gratidão pela majestosa obra que deixou enquanto Primeiro-Ministro de Portugal e porque entendem que a questão ideológica deve ceder perante o interesse nacional.

CAVACO SILVA EM CAMPANHA NA MADEIRA




Foto - Diário de Notícias da Madeira - 1ª pág. 8.01.2006



Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva, autografando o seu livro « Autobiografia Política II » - Machico / Ilha da Madeira 7.01.2006

DO OLIMPO A S. MARTINHO















Ficaste escondido
no local onde repousa a tua imagem
com a abrupta montanha,
vestida de verde,
como pano de fundo .

Alguns não sabem ainda
que rumaste ao infinito
e te deram a morada
com o nr. 1005 .

Na lápide ostentas
o sorriso que sempre dirigiste
aos teus mil e um Amigos
mesmo quando já
se te roíam as entranhas .

Até na morte
foste sublime .

Que longos foram
aqueles trajectos curtos
que percorremos
do Bar do Teatro
ao Carbonara,
ao S. Pedro,
ao Minas Gerais,
onde o alimento físico
se misturava com o espiritual,
numa simbiose quase perfeita
porque tu estavas ali .

São caminhos que iremos
continuar a percorrer juntos,
contigo à frente,
distribuindo abraços
e incentivos .

Quem contigo navegou
sabe como enfrentar a tempestade
e saborear a bonança .

Os sons do acordeão
continuarão a ecoar
na avenida do mar
onde há gravatas
por debaixo das mesas
da esplanada .

«- Passa lá isso ao Jorge,
senão não nos governamos »,
disseste ao acordeonista
que esqueceu as moedas
para beber,
com deleite,
as tuas ideias
condimentadas com notas soltas
de música brejeira .

Que estranhos são
os sons da cidade
a que faltam
os calorosos risos
que arrancavas
das pedras da calçada .

Obrigado José António,
por teres aceitado o convite
para estares connosco
aqui esta noite .

Jorge Castanheira Barros

Funchal 12.01.2006 Homenagem ao Amigo e Poeta
JAG - José António Gonçalves

26 outubro 2005

COMENDA DO INFANTE D. HENRIQUE PARA JAG

JOSÉ ANTÓNIO GONÇALVES FOI AGRACIADO, A TÍTULO PÓSTUMO, COM A COMENDA DO ORDEM DO INFANTE D. HENRIQUE .

CONHEÇA A OBRA DO POETA EM :http://members.netmadeira.com/jagoncalves

MÚLTIPLAS OUTRAS HOMENAGENS PÓSTUMAS FORAM E VÊM SENDO PRESTADAS A JAG :

www.castanheira.net

http://poemas.com.sapo.pt

12 outubro 2005

A IMPLOSÃO DE SÓCRATES

A IMPLOSÃO DE SÓCRATES

Ficámos a saber recentemente que o Eng. Sócrates, para além da co-incineração, tem uma outra apetência : a da implosão .
Como diria Jo Soares : « Que mais nos irá acontecer ?
Resolveu entretanto o Primeiro-Ministro revelar aquilo que já todos nós sabiamos : que não iria haver qualquer inauguração do Governo durante o período da campanha eleitoral autárquica . Perante a total ausência de obra deste Governo, acontecer uma inauguração seria um verdadeiro fenómeno do Entroncamento !
Já todos percebemos a enorme dor de cotovelo do Eng. José Sócrates relativamente à imparável obra do Dr. Alberto João Jardim, que anunciou ir proceder a mais de 60 inaugurações até às eleições autárquicas !
Pelo andar da carruagem, está-se mesmo a ver que este Governo caminha, a passos largos, para a auto-implosão .

Castanheira Barros - Advogado / Coimbra

07 maio 2005

ALBERTO JOÃO JARDIM visto por João Carlos Abreu

Jardim «discute mas não impõe»



João Carlos Abreu é um dos secretários regionais que estão há mais anos no Governo.
Tomou posse como secretário regional do Turismo e Cultura, pela primeira vez, em Janeiro de 1984, mas desde 1979 que está na Secretaria.
João Carlos Abreu diz que o presidente do Governo tem «uma cultura extraordinária» e elogia o seu «sentido de Estado».
Jardim é «o grande líder» da autonomia e da transformação da RAM.
«Tenho 70 anos e isso dá-me autoridade para o dizer», sublinha.
João Carlos Abreu entende que a Madeira venceu onde o país falhou. Ou seja, a RAM sempre teve um projecto e o País não.
O secretário regional do Turismo e Cultura considera o presidente uma «pessoa inovadora», «positiva» e «um político que sabe decidir e avaliar. É uma personalidade verdadeiramente fascinante», conclui.
O secretário elogia, por outro lado, o relacionamento de Jardim com os restantes membros do Governo: Alberto João Jardim «dá-nos toda a liberdade. Acredita em nós e nós procuramos corresponder. Ao contrário do que se pensa, ele não impõe nada. Ele pode discutir, mas não impõe».
Sobre a continuação de Jardim pós-2008, o secretário regional diz que essa é uma decisão que cabe apenas ao presidente.
Jardim «nunca revela a ninguém o que vai fazer amanhã», alega.
João Carlos Abreu afirma, por outro lado, que, «se não fosse por Alberto João Jardim», já se tinha ido embora do governo.
Quanto à sucessão e aos “delfins”, o “histórico” do governo entende que esse assunto «talvez é criado propositadamente». Mas, no seu ponto de vista, os “delfins” não existem. «Não sei o que é isso». Disse, contudo, que há muita gente dentro do PSD capaz de governar, apesar de não terem «a persistência e a tenacidade» que Jardim tem.
Neste dia, João Carlos Abreu deseja ao presidente «muita saúde e que continue a sonhar com a transformação da Madeira».

in Jornal da Madeira 17 de Março de 2005

12 abril 2005

NO RESCALDO DE UM CONGRESSO

1-Emoções fortes .

Como nos velhos tempos, o auditório estava atento, todos estavam no seu lugar, ecoava um profundo silêncio .
Era a hora do adeus de quem tinha sido eleito Presidente há poucos meses, quase por unanimidade, no último Congresso do Partido .
Sanana Lopes estava sereno. As vezes sem conta em que se vira diante de um microfone, faziam com que se sentisse perfeitamente à vontade para o desempenho da sua função. Estava como peixe na água, pronto para mais uma dembulação nas profundezas das sempre revoltas águas do oceano da política .
Com mestria, mas acima de tudo, com esmero e educação, Santana Lopes deu-nos mais uma brilhante lição de como se deve estar na política .
Revelando um arrepiante respeito pelas opiniões e atitudes dos que o atacaram nos últimos tempos, Santana soube responder com elegância, saindo pela porta grande .
Santana recebeu não só a maior, mas também a mais sentida das ovações .
Não eram só as mãos dos militantes que aplaudiam, mas também os corações no adeus a Santana Lopes .
Foi o momento de maior emoção do Congresso .
Mas não foi só emoção, foi também a razão a ditar que assim acontecesse .
Os militantes tinham consciência de quão injustamente Santana Lopes tinha sido criticado desde que foi nomeado Primeiro Ministro .

2. Emoções fracas .

Eram 3 horas da madrugada e ainda alguns militantes subiam ao palco para durante 7 minutos apresentarem as suas moções de estratégia .
Era já escasso o auditório, pelo que se tornava penoso apresentar o produto do seu trabalho naquelas circunstâncias .
Surgiram então as inevitáveis queixas de quem via relegado para plano secundário as suas ideias.
Os oradores da madrugada ainda assim terão esquecido que o Congresso estava a ser transmitido ao vivo no site do PSD através da Internet e que, por conseguinte, o auditório seria incomensuravelmente maior do que aquele que estava à vista .
Há contudo muito a rever quanto à forma como está estruturado o Congresso do PSD.
No próximo Congresso que se prevê seja destinado à revisão dos Estatutos espero dar um significativo contributo nessa matéria .
O desolador cenário da apresentação de múltiplas moções de estratégia de madrugada foi de facto o pormenor de maior desalento de todo o Congresso .
Foi o tempo das emoções fracas .

3- A vitória da razão sobre a emoção .

Forte, forte foi a emoção vivada na bancada onde se concentraram os apoiantes de Filipe Menezes que resolveram cortar a palavra a Silva Peneda quando este declarava o seu apoio a Marques Mendes .
O copo transbordou e o rebanho de repórteres, que andava afanosamente à procura de emoções fortes, encontrou-as, inesperadamente, ali naquela franja marginal do Congresso .
Mendes somou então alguns pontos, graças ao destempero de alguns elementos das bases de apoio de Menezes .
Os dez minutos finais de Marques Mendes foram decisivos . Recuperou aí o terreno que havia perdido nas duas anteriores intervenções .
Filipe Menezes, que fora brilhante no seu discurso de abertura, foi penalizado também pelo aparato com que passou a entrar no recinto do Congresso acompanhado de seguranças e a acenar triunfalmente para a multidão .
Os delegados já não se deixam impressionar com essas manobras .
Foram sobretudo os testemunhos de gratidão dos muitos militantes que subiram ao palco para apoiar Marques Mendes que fizeram pender o fiel para esse lado da balança .
Tinha razão Filipe Menezes quando afirmou que a política sem emoção é uma chatice, mas razão teve também Marques Mendes quando sustentou que deve ser a razão a determinar a acção política .
Desta vez venceu a razão .
Nada me garante porém que da próxima vez não possa triunfar a emoção .
Tudo dependerá dos protagonistas e dos seus projectos de acção política .

Post Scriptum :

Alberto João Jardim é mesmo um caso à parte em que emoção e razão andam de braço dado .
Mais uma vez empolgou o Congresso . A autoridade que lhe advém por ser o mais vitorioso e o mais empreendedor dos social-democratas, paira sempre sobre a cabeça de todos os congressistas .
Ele é aliás o único que não necessita sequer de ser eleito, pois o estatuto de Presidente do Governo Regional da Madeira senta-o ao lado dos vencedores há mais de 3 décadas .
Vamos vê-lo a andar por aí com o Dr. Santana Lopes .
Estarão ambos seguramente muito bem acompanhados .
Estava tentado a dizer que só falto eu para completar o triunvirato .
Mas não posso ter essa pretensão . Sou apenas um « velho » da AD a regressar de uma longa travessia do deserto, ainda um tanto ou quanto desidratado .
Tenho, por isso, que beber ainda uns bons canecos no « Bar Laranja » para poder ganhar de novo o fôlego que fez de mim noutros tempos o mais vitorioso dos candidatos a deputado pela Aliança Dempocrática .
Não esqueço o apoio que recebi dos nossos emigrantes no Círculo Eleitoral da Europa quando das Intercalares de 1979 para as Legislativas de 1980 me deram a maior subida percentual de toda a AD de Sá Carneiro e Amaro da Costa .
Como não esqueço a intervenção da jovem Ana Ferreira de 21 anos, luso-francesa, que protagonizou a intervenção mais vibrante de todo o Congresso ao defender a causa do português emigrante .
Todos ficámos a saber que os portugueses são 15 e não 10 milhões, pois há 5 milhões de portugueses que vivem além fronteiras e que enquanto a Ana Ferreira tiver duas pernas, dois braços e uma bandeira do PSD, ninguém a vai segurar .
Parabéns Ana , com essa garra o teu limite é mesmo o infinito .

Castanheira Barros 12 de Abril de 2005

10 abril 2005

PARABÉNS MARQUES MENDES - Novo Presidente do PSD

Quando na sexta-feira saí do meu local de trabalho na função pública e anunciei que ia para o Congresso do PSD, a indefectível socialista Conceição, que sempre se mete comigo, movendo-me uma salutar « guerra » política, perguntou-me:
- Mas afinal quem é que o Dr. Barros vai apoioar ?
Ao que respondi : apoio as ideias que constam da minha Moção e apoio o Dr. Alberto João Jardim .
A reacção não se fez esperar e surgiram logo os comentários que os continentais, que não conhecem a Madeira e têm dor de cotovelo, habitualmente dirigem ao Dr. João Jardim .
Terminei dizendo :-eu não mudo, já conhece há muito tempo as minhas ideias .
Como apenas 2 militantes se assumiram como candidatos à Presidência do Partido, havia que optar pelo apoio a um deles, pois não sou dos que se acolhem atrás da capa abstencionista .
Ontem sábado 9 de Abril de 2005 declarei ao início da tarde, o meu apoio ao candidato Luís Filipe Menezes ( com z e não com s ), conforme resulta da notícia anterior deste blog .
Gostei do discurso do Dr. Filipe Menezes no 1º dia de trabalhos do XXVII Congresso do PSD, sobretudo quando referiu que queria dar voz às bases do Partido e que quem manda no PSD somos nós os militantes e não a comunicação social .
Face à pressão da comunicação social sofrida pelo PSD durante o período que antecedeu as eleições de 20 de Fevereiro de 2005 , pensei : ora aí está o que era preciso ser dito .
E tal como eu , muitos dos que estavam no Congresso se empolgaram com o discurso de Filipe Menezes .
Porém, quando procurei ao longo da tarde de ontem exprimir directamente ao Dr. Filipe Menezes o meu, descomprometido, apoio à sua candidatura, deparei com astuciosas barreiras levantadas, por acção ou omissão, por parte de alguns dos seus apoiantes o que contrariava a propalada intenção dessa candidatura de dar voz às bases do Partido .
Começou aí a instalar-se a minha desilusão, que se reforçou quando vi, ao início da noite de ontem, Filipe Menezes entrar no recinto do Congresso, rodeado de seguranças e com um aparato excessivo, acenando triunfalmente para a multidão .
A humildade que parecia ressaltar do seu discurso da véspera tinha-se desvanecido .
Percebi que o calor dos aplausos que lhe eram dirigidos vinha sobretudo da claque, com sotaque nortenho, que se concentrou num dos topos do Pavilhão .
Quando elementos dessa claque interromperam o companheiro Silva Peneda, não o deixando continuar a exprimir o seu apoio a Marques Mendes, fiquei profundamente decepcionado e pensei : mas afinal ao lado de quem estou eu ?
Sou « radicalmente » pluralista e por isso não tolero limitações à liberdade de expressão .
Tenho inclusive levado a cabo uma forte luta contra a censura que vem sendo exercida na comunicação social aos meus textos e intervenções de cunho político e por isso não podia pactuar com atropelos à liberdade de cada um poder exprimir o seu pensamento em pleno Congresso do meu Partido .
Como sou Homem de uma só palavra mantive o meu apoio a Filipe Menezes .
Ao longo do dia de ontem assistiu-se a um desfilar de Congressistas que justificavam o seu apoio a Marques Mendes por razões de gratidão : porque Marques Mendes tinha sido o único a responder ao apelo de estar presente num colóquio ou numa reunião de lançamento de candidatura .
Era um argumento muito forte este da GRATIDÃO, ao qual sou particularmente sensível .
Nas últimas das intervenções de cada candidato, Marques Mendes foi brilhante, ao contrário do que tinha sucedido no seu primeiro discurso, que primou pela crítica negativa ao Dr. Santana Lopes e ao próprio Governo que Marques Mendes tinha integrado, presidido pelo Dr. Durão Barroso, tendo sido fraco e um pouco narcisista o discurso de Filipe Meneses ao contrário do que tinha sucedido no 1º discurso em que fora brilhante e fulgurante .
Findo o Congresso cumpre-me felicitar o companheiro Marques Mendes pela sua significativa vitória .
Uma palavra de apreço ao Dr. Filipe Menezes pela forma determinada com que combateu e pelo fair play demonstrado na hora da derrota .
Agora é tempo de estarmos unidos em torno do novo lider, o nosso companheiro Marques Mendes, sem esquecer as críticas injustas que dirigiu ao Dr. Santana Lopes, mas também sem ressentimentos .
Termino com a frase que dirigi ao Dr. Alberto João Jardim nos bastidores do Congresso :
« que pena eu tenho de não poder votar no meu caríssimo Amigo para Presidente do Partido » .
Recuso-me a divulgar a resposta que recebi, dada à boa maneira de Alberto João Jardim...

Leiria 10 de Abril de 2005 Castanheira Barros

08 abril 2005

JOÃO PAULO II - Obrigado por ter vindo a Coimbra

João Paulo II, o Pápa ou Karol Woytila , o Homem marcou-me pelo seu humanismo, coragem, determinação e ainda pela serenidade com que se exprimia nos múltiplos idiomas que dominava .
Ainda hoje sinto a força da sua benção que recebi nos Gerais da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra , no final da missa que aí celebrou em 15 de Maio de 1982 .
Foi marcante a sua presença em Coimbra .
Dias depois enviei para o Vaticano por correio ( ainda não se sonhava sequer com a Internet ) uma breve mensagem, cujo conteúdo não guardei, em que se dizia : obrigado por ter vindo a Coimbra .
Na hora da despedida reitero os meus agradecimentos : obrigado por ter vindo .
A estátua de João Paulo II, da autoria do mestre Cabral Antunes, bem merecia estar de frente para os Arcos do Jardim para poder ser convenientemente apreciada por quem circula naquela movimentada Praça .
Lanço um repto ao actual Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Dr. Carlos Encarnação : faça rodar 180 graus a Estátua de João Paulo II, crie melhores condições de identificação da mesma e dê-lhe uma adequada iluminação nocturna .
Saibamos dar vida à estátua de quem deu a vida pela humanidade .

06 abril 2005

Ter, ou não ter Blog : eis a questão...

Ter, ou não ter Blog : eis a questão ...

(tradução para o inglês : two beer or not two beer : that is the question - William Beer - in "Omoleta" 1600-1601)

04 abril 2005

HÁ SOMBRAS NO ARVOREDO

clique no título « Há sombras no arvoredo » para ter acesso ao poema
que está disponível no site http://poemas.com.sapo.pt

EM MEMÓRIA DE JOSÉ ANTÓNIO GONÇALVES